Pai mentiu para o filho que Papai Noel tinha sido roubado — de manhã a polícia bateu à porta

Eles eram advogados de sucesso, viviam em uma casa cara e seu filho de cinco anos estava acostumado a receber tudo o que pedia. Especialmente no Natal. Naquele ano, ele fez uma lista detalhada de presentes e pediu para que a mãe a publicasse para os parentes.
O pai decidiu que era o suficiente. O menino estava mimado demais. Era hora de ensiná-lo que o feriado — não é sobre presentes.
Os parentes foram informados para não mandarem nada naquele ano. Os pais colocaram algumas coisas debaixo da árvore — caras, mas poucas — e esperaram a manhã.
A manhã começou com choro.
O filho correu para a sala de estar, viu quatro caixas onde esperava uma montanha, e entrou em pânico. Gritava que era injusto. Que a lista era grande. Que isso não era possível.
Os pais tentavam acalmá-lo, explicar — mas nada funcionava. O menino chorava. O pai não dormiu bem, a cabeça não estava funcionando, e ele disse a primeira coisa que veio à mente.
Papai Noel tinha sido roubado no caminho. Os ladrões levaram a maior parte dos presentes. Mas ele conseguiu salvar o melhor.
O menino imediatamente ficou quieto. Olhou para as caixas sério. Disse que Papai Noel era corajoso. Sentou-se para desembrulhar.
Os pais trocaram um olhar de alívio e foram cuidar de suas atividades.
Uma hora depois, alguém bateu com força à porta. Do lado de fora, foi anunciado em voz alta: polícia, abram.
O menino chegou primeiro — feliz e empolgado — e abriu a porta antes que a mãe pudesse detê-lo. Dois oficiais estavam na porta, de arma em punho. Ao verem a mulher e a criança, abaixaram as mãos.
A mãe ficou confusa, mas se controlou. Desejou-lhes boas festas e perguntou o que havia acontecido.
Os oficiais explicaram: receberam uma ligação sobre um roubo neste endereço.
O menino não deixou a mãe terminar de falar. Agarrou o oficial pela manga e puxou-o até a árvore de Natal. Mostrou as quatro caixas e explicou: estas são as evidências. Sua lista era enorme, e debaixo da árvore quase nada. Papai Noel foi roubado. Precisam encontrar os criminosos e devolver os presentes.
Nesse momento, o pai apareceu.
Viu os oficiais. Fechou os olhos por um segundo.
A mãe levou o filho para a cozinha para tomar café da manhã. O pai ficou com os policiais e explicou tudo desde o começo — sobre a lição de modéstia, sobre a árvore com poucos presentes, sobre a mentira do roubo e sobre o fato de que ele mesmo ensinou o filho a ligar para o número de emergência se um crime ocorresse.
Os oficiais riram. Disseram que a atendente só conseguiu identificar o endereço e a palavra «roubo» através do choro da criança. Eles estavam preparados para qualquer coisa — menos para isso.
Recusaram café e café da manhã, desejaram boas festas e foram embora, prometendo que essa história seria contada em suas mesas de família por muito tempo.
O pai voltou para a cozinha e sentou-se ao lado do filho.
Disse que Papai Noel não tinha sido roubado. Que isso foi mentira, e não deveria ter sido dito. Depois, ele e a mãe explicaram — de verdade, sem contos — que o feriado não existe por causa dos presentes. Que eles tiveram mais sorte do que muitas outras crianças. Que dar — é um sentimento diferente de receber.
O menino pensou. Disse: tudo bem. Pelo menos o que ele tinha — era incrível.
E foi brincar.
Os pais trocaram olhares. O pai notou que ainda bem que não falou sobre sequestro — senão as forças especiais teriam vindo.
Essa história eles contavam todos os anos nos encontros familiares. Virou a favorita.
E desde então o filho nunca mais pediu mais do que dois ou três presentes.
Você tem uma lembrança de Natal da infância que ainda se lembra com risos?




